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0 Começam as filmagens de "Alfred Hitchcock And The Making Of Psycho"

 Anthony Hopkins na clássica pose de perfil de Alfred Hitchcock.
     Alfred Hitchcock And The Making Of Psycho, o filme que mostrará como foi produzido o clássico Psicose de Alfred Hitchcock, teve a sua primeira imagem divulgada. O filme adaptará ao cinema o livro de Stephen Rebello. Desde o ano de 2005 vem sendo discutida a adaptação para o cinema e no ano passado, 2011 o projeto foi formado e neste mês de abril começaram as filmagens. Anthony Hopkins fará o papel do cineasta e será o personagem principal da trama.
      No grande elenco estão Jessica Biel (como Vera Miles), Scarlett Johansson  (Janet Leigh, a atriz da famosa cena do chuveiro), James D'Arcy (Anthony Perkins, o Norman Bates), Helen Mirren (Alma, a esposa do cineasta), Toni Collete (Peggy Robertson, assistente de longa data de Hitchcock), Michael Stuhlbarg (Lew Wasserman, o carismático agente do diretor), Danny Huston (Whitfield Cook, amigo e colaborador de Alma, com quem escreveu Pavor nos Bastidores) e Michael Wincott (Ed Gein, o serial killer de Wisconsin que teria inspirado o livro em que Psicose foi baseado). 
      Os últimos nomes confirmado no filme foram Kurtwood Smith (Geoffrey Shurlock, administrador da Motion Picture Production, precursora da MPAA, entidade que defende os interesses dos grandes estúdios e determina a classificação etária dos filmes), Wallace Langham (Saul Bass, o icônico designer que criou os créditos de abertura e os storyboards desse e de muitos filmes de Hitchcock) e Ralph Macchio (o roteirista de Psicose, Joe Stefano).
      A direção do filme ficará por conta de Sacha Gervasi. A data de estreia ainda não foi divulgada.

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0 Vertigo - Um corpo que cai (1958)

                                                 
     Na minha opinião, Vertigo é um dos melhores filmes de todos os tempos, se me permitem a arrogância. Por quê? Poucas obras mergulharam tão bem na mente de um homem apaixonado.


AVISO! O texto abaixo contém spoilers

               

     É nas alturas que o protagonista, incapaz de lidar com uma força tão implacável e letal como a gravidade – alguma semelhança? -, desenvolve uma fobia que o impede que se envolva com qualquer tipo de situação semelhante. Depois, castrado e humanizado, e vindo de um dos mais burocráticos empregos, Scottie é o homem comum, que não tem ciência do que é potencial em todos nós. Sua melhor amiga é Midge, que representa tudo o que há de convencional, terreno e racional neste filme, e é justamente quando Scottie entra de vez na loucura que ela dá as caras pela última vez.
     Carlotta e Madeleine são o exato oposto de Midge, o incompreensível amor, e justamente para a sua correta ilustração que elas morrem – nas alturas, é claro. E em uma obsessão já fadada à dor, Scottie tenta recriar essa idealização impossível em outra mulher. É uma necrofilia sacra, desejo de proporções humanas de reter um amor que se foi. É claro que Judy tinha que morrer. O corpo foi consumado pela culpa – aqui representada pela figura da feira – e o ser não era o mesmo de antes. Jamais foi. A Madeleine que vimos na maior parte do filme nunca existiu. Foi inventada por Elster, personificada por Judy e completada por Scottie. Por isso a impossibilidade, a morte, o sobrenatural. Um corpo que cai é uma história sobre sentimentos que não cabem na existência carnal do homem, sentimentos que o transcendem.


Deixo com vocês um trailer bastante convidativo a assistir o filme.




Já assistiu o filme? Comente, critique, exponha sua opinião!


@henrique4ever

 
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