Na minha opinião, Vertigo é um dos melhores filmes de todos os tempos, se me permitem a arrogância. Por quê? Poucas obras mergulharam tão bem na mente de um homem apaixonado.
AVISO! O texto abaixo contém spoilers
É nas alturas que o protagonista, incapaz de lidar com uma força tão implacável e letal como a gravidade – alguma semelhança? -, desenvolve uma fobia que o impede que se envolva com qualquer tipo de situação semelhante. Depois, castrado e humanizado, e vindo de um dos mais burocráticos empregos, Scottie é o homem comum, que não tem ciência do que é potencial em todos nós. Sua melhor amiga é Midge, que representa tudo o que há de convencional, terreno e racional neste filme, e é justamente quando Scottie entra de vez na loucura que ela dá as caras pela última vez.
Carlotta e Madeleine são o exato oposto de Midge, o incompreensível amor, e justamente para a sua correta ilustração que elas morrem – nas alturas, é claro. E em uma obsessão já fadada à dor, Scottie tenta recriar essa idealização impossível em outra mulher. É uma necrofilia sacra, desejo de proporções humanas de reter um amor que se foi. É claro que Judy tinha que morrer. O corpo foi consumado pela culpa – aqui representada pela figura da feira – e o ser não era o mesmo de antes. Jamais foi. A Madeleine que vimos na maior parte do filme nunca existiu. Foi inventada por Elster, personificada por Judy e completada por Scottie. Por isso a impossibilidade, a morte, o sobrenatural. Um corpo que cai é uma história sobre sentimentos que não cabem na existência carnal do homem, sentimentos que o transcendem.
Deixo com vocês um trailer bastante convidativo a assistir o filme.
Deixo com vocês um trailer bastante convidativo a assistir o filme.
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@henrique4ever





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